1) "A CHAVE de tudo - INSULINA
A insulina é conhecida por todos no contole da glicose ("açúcar no sangue"). De fato, a regulação da glicose sanguínea é a tarefa primordial da insulina, e não é para menos: uma glicose muito baixa o deixará em coma, e uma glicose muito alta também! Embora a insulina tenha muitas outras funções, é evidente que, do ponto de vista evolutivo, ser capaz de reduzir rapidamente níveis perigosos e tóxicos de glicose é mais importante para manter o animal vivo do que qualquer outra função. E daí que derivam nossos problemas. Sendo a regulação da glicose sua função principal, o maior estímulo para a produção de insulina é o aumento da glicose no sangue.
As prinicipais funções da insulina são:
E resumo, as ações da insulina alteram o equilíbrio do tecido adiposo no sentido do acúmulo de gordura, além de outros efeitos relacionados à "síndrome metabólica" (colesterol, triglicerídeos, hipertensão, diabetes, obesidade, etc - escreverei sobre isso futuramente).
Existem outros hormônios que atuam sobre os adipócitos, mas na vigência insulina elevada, seus efeitos são suprimidos. Assim, para todo os efeitos práticos, regular o tecido adiposo significa regular os níveis de insulina."
As prinicipais funções da insulina são:
- reduzir o açúcar no sangue, fazendo com que os tecidos transportem a glicose para dentro das células;
- estocar a gordura nas células adiposas, estimulando a síntese de triglicerídeos;
- estocar a gordura nas células adiposas estimulando a sua remoção da corrente sanguínea (estimulando enzima LPL dos adipócito);
- manter a gordura dentro das células adiposas, impedindo a enzima que degrada os triglicerídeos (através da enzima HSL) de funcionar;
- estimular a transformação de glicose em gordura no fígado, aumentando os triglicerídeos no sangue e seu estoque nas células adiposas;
- estimular a síntese de colesterol no fígado (através da enzima HMG-CoA sintase);
- estimular a síntese de glicogênio (a forma como os animais estocam glicose);
- estimular o uso da da glicose pelas células (estimulando a glicólise por exemplo);
- inibir a enzima LPL nos músculos, forçando o uso da glicose como combustível ao invés da gordura;
- reter sódio e água nos rins.
E resumo, as ações da insulina alteram o equilíbrio do tecido adiposo no sentido do acúmulo de gordura, além de outros efeitos relacionados à "síndrome metabólica" (colesterol, triglicerídeos, hipertensão, diabetes, obesidade, etc - escreverei sobre isso futuramente).
Existem outros hormônios que atuam sobre os adipócitos, mas na vigência insulina elevada, seus efeitos são suprimidos. Assim, para todo os efeitos práticos, regular o tecido adiposo significa regular os níveis de insulina."
2) "Sensibilidade e resistência à insulina;
Ainda no contexto das diferenças entre as pessoas, há duas características importantes no que diz respeito à insulina: algumas pessoas secretam mais insulina com a mesma ingesta de glicose, e algumas pessoas tem mais "resistência à insulina" do que outras.
Aquelas pessoas que secretam maiores quantidades de insulina tendem naturalmente a acumular mais gordura. E as pessoas que apresentam mais "resistência à insulina", isto é, suas células respondem menos à doses maiores de insulina, acabarão por secretar mais insulina para baixar os niveis de glicose no sangue. Este hiperinsulinismo, por sua vez, leva à piora da resistência à insulina, produzindo um ciclo vicioso no qual níveis muito elevados de insulina convivem com niveis elevados de glicose no sangue (pois as células são tão resistentes à insulina que não conseguem remover o acúcar circulante). A isso se denomina diabetes tipo II, o diabetes do adulto. Se você consultar o post sobre os efeitos da insulina, subitamente ficará claro a origem dos diversos problemas que afligem nossa população à medida que engorda com o passar dos anos: obesidade, diabetes, triglicerídeos e colesterol elevado, hipertensão, acúmulo de gordura no fígado, são TODOS consequência da combinação resistência à insulina/hiperisulinismo."
Aquelas pessoas que secretam maiores quantidades de insulina tendem naturalmente a acumular mais gordura. E as pessoas que apresentam mais "resistência à insulina", isto é, suas células respondem menos à doses maiores de insulina, acabarão por secretar mais insulina para baixar os niveis de glicose no sangue. Este hiperinsulinismo, por sua vez, leva à piora da resistência à insulina, produzindo um ciclo vicioso no qual níveis muito elevados de insulina convivem com niveis elevados de glicose no sangue (pois as células são tão resistentes à insulina que não conseguem remover o acúcar circulante). A isso se denomina diabetes tipo II, o diabetes do adulto. Se você consultar o post sobre os efeitos da insulina, subitamente ficará claro a origem dos diversos problemas que afligem nossa população à medida que engorda com o passar dos anos: obesidade, diabetes, triglicerídeos e colesterol elevado, hipertensão, acúmulo de gordura no fígado, são TODOS consequência da combinação resistência à insulina/hiperisulinismo."
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